Entrevista do Dr. Eliziário Cesar rádio Metrópoles

 

O Carnaval é um período marcado por alegria, encontros e intensa interação social. No entanto, em meio à festa, surge uma dúvida comum: o beijo no Carnaval transmite doenças?

A resposta é sim, existe risco. A troca de saliva pode facilitar a transmissão de vírus e outros micro-organismos presentes na cavidade oral.

Em entrevista à rádio, o cirurgião-dentista e professor do Instituto Aria, Dr. Eliziário Cesar, esclareceu quais são as principais doenças transmitidas pelo beijo e quais cuidados são recomendados para reduzir riscos durante a folia.

 

Quais doenças podem ser transmitidas pelo beijo?

A saliva pode conter diferentes vírus capazes de provocar infecções. Entre os principais estão:

Mononucleose infecciosa

Causada pelo vírus Epstein-Barr, é conhecida popularmente como “doença do beijo”. Seus principais sintomas incluem:

Os sintomas costumam surgir entre três e sete dias após o contato com o vírus.

Herpes simples

O vírus da herpes simples, especialmente o tipo 1, é altamente contagioso quando há lesões ativas nos lábios. A transmissão ocorre principalmente quando existem vesículas ou feridas na região perioral.

Influenza e outros vírus respiratórios

Vírus respiratórios, como o da gripe, também podem ser transmitidos pela saliva e por gotículas respiratórias.

Covid-19

O SARS-CoV-2, responsável pela Covid-19, também pode ser transmitido por meio do contato próximo e da troca de saliva.

 

Todo beijo causa contaminação?

Não necessariamente.

O sistema imunológico desempenha papel fundamental na proteção contra infecções. Ao longo da vida, muitas pessoas já tiveram contato com determinados vírus e desenvolveram anticorpos, mesmo sem apresentar sintomas.

O risco é maior quando:

Pessoas nessas condições devem redobrar os cuidados em ambientes com grande circulação de indivíduos.

 

Como identificar risco de herpes antes do beijo?

No caso da herpes labial, é possível observar sinais clínicos visíveis, como:

Durante a fase ativa, o vírus está presente em maior quantidade e o risco de transmissão aumenta significativamente.

 

Compartilhar copos e narguilé aumenta o risco?

Sim.

O compartilhamento de objetos que entram em contato com a boca facilita a transmissão de micro-organismos. Entre os principais fatores de risco estão:

Ambientes festivos favorecem esse tipo de comportamento, o que amplia a possibilidade de contágio, especialmente entre pessoas com imunidade reduzida.

 

Como reduzir o risco de doenças no Carnaval?

É possível aproveitar o Carnaval com responsabilidade adotando medidas simples:

A prevenção começa pela informação.

 

Saúde bucal é parte da saúde geral

A cavidade oral é uma das principais portas de entrada para agentes infecciosos. Por isso, manter bons hábitos de higiene bucal e estar atento aos sinais clínicos é fundamental para a saúde como um todo.

O conhecimento científico permite que decisões sejam tomadas com mais segurança, sem alarmismo e sem comprometer a diversão.

No Instituto Aria, a formação dos profissionais da Odontologia integra ciência, responsabilidade social e atualização constante, preparando especialistas capazes de orientar a população com base em evidências.

Informação qualificada é a melhor forma de prevenção.

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